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sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

APÓS 50 ANOS, ELOMAR TOCARÁ EM CONQUISTA ACOMPANHADO DE XANGAI E RENATO TEIXEIRA

Fazendo parte de sua Agenda Nacional, o Concerto” ELOMAR, O MENESTREL”, com Renato Teixeira” e Xangai, celebrará a vida do grande compositor Elomar Figueira na passagem dos seus oitenta anos em Vitória da Conquista. O grande show acontecerá no Espaço Mediterrâneo às 21 horas do dia 20/12/2017.


Após 50 anos desde a sua primeira apresentação na cidade, Elomar sobe ao palco de Conquista no seu aniversário de 80 anos para outra Cantoria, relembrando como tudo começou, desta vez se apresentando com os amigos Renato Teixeira e Xangai. Renato, atualmente se dedica à turnê do projeto Tocando em Frente, com seus amigos Almir Sater e Sérgio Reis no mesmo palco. Realizar projetos em “parceria” é uma marca este artista que agora se vê com outros amigos no mesmo palco em Vitória da Conquista. Se une ao compadre Xangai numa homenagem a Elomar nos seus 80 anos.

O projeto de vida de Renato é dar continuidade ao sonho de divulgar e difundir o espírito do caipirismo vale paraibano. Como um defensor aberto da música de raiz, caipira, que ainda sobrevive apesar dos

desvios da música sertaneja, o que, de alguma forma, coincide com a visão, missão e temática de Elomar ao valorizar, propagar e perpetuar a cultura do homem da roça, a cultura do sertão. “O que nós temos para
oferecer de mais verdadeiro como conteúdo de nossa obra é aquilo que nós vivemos, que nós aprendemos, aquilo que nós sentimos, né? Tem muito a ver com nossas relações humanas, com os lugares que a gente
habita, a canção do Elomar, por exemplo, é uma canção do Sertão, a gente representa as nossas regiões,
afirma Renato.

Elomar possui uma obra de caráter erudito com escrita sinfônica e operística com mais de 90% dela
inédita. Seu trabalho é reconhecido pela crítica (mínima) como um dos mais representativos das culturas dos
sertões do Brasil. Mais conhecido pelo seu cancioneiro, tem uma grande parte de sua obra inédita de caráter
operístico-orquestral. Mas sempre uma obra genuinamente brasileira, sobretudo e mais que única neste
sentido, um compositor que prima por defender a nossa cultura, livre de qualquer mácula ou elementos
estranhos às nossas origens. Desde a década de 70, Elomar vem se apresentando nos palcos do Brasil e fora
do Brasil, “Ao Menestrel”, com o seu violão e sua voz de barítono, celebrando a figura, os feitos e cantos dos
antigos menestréis, levando o público a fazer um pequeno passeio nas páginas do seu cancioneiro, cantando
suas cantigas e loas no seu peculiar trovar. Nos últimos 15 anos, vem experimentando a montagem de cenas
de suas óperas e assistiu e participou na direção da montagem de duas óperas, na íntegra, A Carta e o Auto
da Catingueira. Mesmo se apresentando ao Menestrel, Elomar insere em seus concertos a execução de árias
de óperas, uma forma de levar ao público do Brasil, a sua produção operística. Aos poucos, vem tendo a sua
música orquestral conhecida e reconhecida.

Para Xangai, comemorar os 80 anos de Elomar, é algo encantador e somado com a presença de Renato, seu compadre e também parceiro de várias cantorias e projetos, se torna ainda mais grandioso: “Eu terei o prazer, a honra de participar junto com Renato Texeira, que é meu compadre, esse grandiosíssimo compositor, homem de
coração manso, de verve forte, grande poeta, grande figura humana. E a respeito de Renato e do Menestrel
Elomar, eles dois têm uma característica rara, eles são isentos de tributos, tributo não pega ele dois,
porquanto, tanto Renato Teixeira não pega pedágio, quando transita entre o rural e o urbano nas suas
composições, na sua trajetória. E Elomar também não paga pedágio, nem tributo algum quando ele verseja
no português clássico de Camões e a maneira singela, pura e brasilerança autêntica da fala, do hábito, do
costume dos catingueiros, dos roçalianos; num verso só Elomar tem a varinha de condão do poeta maior,
de num verso só encaixar perfeitamente o sentido da grandiosidade da poesia que ele traz pra gente. Tratase
de dois grandes autores, dois grandes compositores. E eu, como busco aprender sempre quando estou
junto dos mestres, é buscar aprender, aprender as belezas que eles trazem pra gente.”

Com aquele humor já conhecido e espirituoso, Elomar costuma dizer que Xangai nunca consegue
acompanhá-lo, ao comentar da diferença de idade entre eles: Xangai 70, Elomar 80. Além de intérprete,
Xangai tem uma amizade com os dois compositores. Com Elomar, tem também um parentesco, mas o
compromisso de executar a obra deste seu conterrâneo, perpassa os muros da amizade de laços de família.
Xangai quase como uma missão que deve cumprir com responsabilidade. “A amizade sincera de Renato
Teixeira comigo não tem preço, mas tem um valor imensurável. E eu, desde que no primeiro dia quando eu
tinha 10 anos de idade, nunca mais eu esqueci da força da aura, do grau espiritual e poético deste grande
irmão. Não sou o melhor intérprete de Elomar, apenas compreendo a linguagem que ele escreve,
provavelmente por sermos do mesmo lugar, da nossa querida Vitória da Conquista e ele me deu a têmpera e
eu, o que eu tenho que fazer é buscar honrar e interpretar através do dom que Deus me deu, de cantar e
interpretar buscando ser fiel ao que ele propõe, ao que ele nos dá”, complementa Xangai.
Do Blog do Augusto Santos

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