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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

MP-BA pede fim de lixões em nove cidades próximas a Jacobina

Foto: Emilia Brandão/ Reprodução
O Ministério Público da Bahia (MP-BA) recomendou que nove municípios da Bacia do Salitre, na região de Jacobina, encerrem a atividade de lixões e reduzam o impacto ambiental causado pela disposição ilegal de resíduos sólidos em locais não qualificados, como aterros sanitários pelos órgãos ambientais. 

As recomendações, dirigidas aos prefeitos dos municípios de Umburanas, Ourolândia, Mirangaba, Várzea Nova, Morro do Chapéu, Jacobina, Miguel Calmon, Campo Formoso e Jaguarari, propõem medidas como a coleta seletiva e a inclusão social de catadores de baixa renda, “preferencialmente através de cooperativas”. 

O MP recomenda ainda a obediência à destinação correta dos resíduos do serviço de saúde. Os municípios ainda devem fazer o cadastro de todos os catadores de lixo de baixa renda e a fomentar a organização destes em cooperativas, fornecendo apoio jurídico, contábil e assistência social. Foi recomendada ainda a contratação de cooperativas de catadores de baixa renda para prestar serviço de coleta seletiva. 

O Ministério Público identificou que, em cada um dos municípios, existe mais de um lixão em atividade, sendo que Jacobina tem ainda um aterro controlado que deveria ter sido extinto desde 2014. De acordo com o promotor de Justiça Pablo Almeida, que assina a recomendação, todas essas situações ferem a Lei da Política Nacional de Resíduos Sólidos. “A manutenção dos lixões gera poluição do solo, subsolo, águas superficiais e subterrâneas, além da atmosfera, causando danos à flora e fauna locais”, salientou o promotor.

O MP pede que sejam adotadas a coleta seletiva em todas as repartições públicas municipais e em locais de grande circulação e que realizem campanhas de conscientização da população. O documento recomenda que em Jacobina a coleta seletiva seja obrigatória para as repartições públicas, condomínios, conjuntos habitacionais e empresas com mais de 10 empregados, já em 2017, ampliando essa obrigatoriedade nos anos seguintes. 

Outra recomendação é de que seja realizado o cadastramento de todos os hospitais, clínicas e unidades municipais de saúde, bem como de entidades privadas geradoras de resíduos de saúde, cabendo também ao município a fiscalização. Foram determinadas, ainda, diversas medidas para o encerramento dos lixões, como o cercamento, a instituição de controle de acesso, a colocação de placas de advertência, a concentração da disposição de resíduos sólidos em um único local e o recobrimento dos rejeitos.
Do Bahia Notícias

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